Crítica: Kimi ni Todoke (2010)

Olá! Desculpe a demora, não pude postar quando falei que ia, mas aqui está a crítica!

Kimi ni Todoke é um mangá criado por Haruno Shiina, e que posteriormente ganhou uma versão em anime e, agora, uma versão em live-action.

Não lí o mangá nem ví o anime, então esse filme é o primeiro contato que tenho com a série, logo, não poderei fazer comparações muito relevantes, e falarei sobre o filme como ele realmente é.

Aqui é contada a história de Kuronuma Sawako (Mikako Tabe), uma menina que nasceu na véspera de ano-novo e que é extremamente inocente e prestativa, porém tímida e melacólica, já que, desde criança, era excluída pelas companheirinhas por parecer com a personagem Sadako, do filme Ringu (a versão japonesa de ‘O Chamado’), e até seu colegial circulam rumores excessivamente idiotas de que se você olhar para ela por mais de 3 segundos, sua alma irá para o inferno (??).

Porém, uma luz entra em sua vida quando ela se apaixona por Shouta Kazehaya (Haruma Miura), o menino mais popular de todos, e que é conhecido por contagiar a todos com seu bom-humor e alegria. E ele, também, é o único que vai contra os rumores, respeita e tenta se aproximar de Sawako, fazendo com que ela arrume amigos e consiga ser feliz pela primeira vez em muito tempo.

Mesmo parecendo clichê, a premissa aqui é feita com competênciam, mesmo impossível ignorar alguns sérios problemas, como o fato de que nenhuma série normal de colegiais acreditaria e levaria a sério tais rumores de primário. Além disso, Sawako é a típica garota incompreendida e ‘perfeita’, já que é impossívelmente inocente e bondosa, nunca soando como uma personagem realista e humana. A culpa, claro, não é da atriz Mikako Tabe, que consegue retratar com competência a melancolia e a tristeza, e consegue fazer com que cada sorriso seja especial, mas sim do roteiro.

Um roteiro, que também insiste em retratar fielmente o material de origem, colocando diversos acontecimentos isolados que fazem com que o filme se torne episódico, sendo alguns desses interessantes e outros nem tanto, o que faz com que a projeção fique entediante em partes e empolgante em outras.

Porém, mesmo assim, Kimi no Todoke consegue ser tocante e amável. A fotografia colorida e alegre, a trilha sonora suave e agradável e a direção competente de Naoto Kumazawa, que se mostra inteligente não só ao retratar bem os momentos-chave da projeção, mas também em planos tocantes (a cena em que as pétalas de Sakura caem sobre a personagem principal, que sorrí de forma absurdamente envolvente e emocionante) ou divertidos (como aquele que compara Sadako (do filme Ringu) saindo de uma televisão e Sawako quando criança saindo de um brinquedo, no começo do filme).

Mas o maior charme é dado aos personagens secundários Ayane Yano (Natsuna), Chizuru Yoshida (Misako Renbutsu) e Sanada Ryu (Haru Aoyama), que são os verdadeiros responsáveis por toda a esperança e a alegria que sentimos em relação à personagem principal, e que, felizmente, conseguem ter a devida atenção dentro da narrativa.

Assim, Kimi ni Todoke é um filme difícil de não se envolver, mesmo com seus problemas. Tem alguns bons personagens, várias boas cenas e uma parte técnica impressionante. Em várias cenas, pausei o filme apenas para apreciar a beleza de alguns planos, paisagens e imagens.

Vale a pena ver. It’s so lovely ~

Nota: 7,0

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